SBC participa de reunião técnica do GT da Tabela SUS na Câmara dos Deputados

O coordenador da Comissão de Tabelas e Incorporação de Tecnologia, Marcelo Mudo, e o coordenador da Comissão de Defesa Profissional, Rodrigo Amaral, da Sociedade Brasileira de Coluna participaram da reunião técnica do Grupo de Trabalho da Tabela do SUS, realizada no dia 11 de junho, no plenário da Comissão de Seguridade e Família da Câmara dos Deputados, juntamente com representantes de sociedades de especialidades médicas, além da AMB, FENAM e CFM.

A reunião foi presidida pelo deputado Luiz Antônio Teixeira Jr (PP/RJ), autor da proposta de criação de um grupo de trabalho que discute a revisão da Tabela do SUS. Dividida em cinco mesas, a reunião contou com a participação de cerca de 30 representações de entidades médicas. Cada representante teve cinco minutos para apresentar questões sobre os valores que são pagos pelo SUS e pela saúde suplementar, além da defasagem da Tabela SUS em relação aos procedimentos realizados.

No seu depoimento, Marcelo Mudo, salientou que a iniciativa da Comissão de Seguridade Social e Família é muito importante para as entidades médicas. “Eu sou especialista em coluna, neurocirurgião, trabalho no interior de SP, vivo do SUS, mas a Tabela precisa ser atualizada”, enfatizou o dirigente.

Segundo os representantes da SBC, as entidades médicas estão trabalhando com o intuito de validar o uso da CBHPM, como referência de Tabela SUS. “Defendemos a ideia para que o SUS adote o princípio de segmento vertebral, eliminando os inúmeros códigos de artrodese e que aceite somente o conceito de segmento vertebral e sua multiplicidade quando se tratar de cirurgias com mais níveis, afirmaram Marcelo Mudo e Rodrigo Amaral, para a contribuição das discussões.

O representante da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, Luis Carlos Sobania, destacou que o SUS no seu arcabouço é espetacular, mas que em algumas fases existem muitas lacunas que precisam ser corrigidas, principalmente a Tabela, que é do antigo INANPS. Segundo Sobania, o SUS evoluiu uma série de necessidades, porém no procedimento e no trabalho dos profissionais que atuam no Sistema, praticamente nada, como se a doença não fosse importante.

“O Ministério da Saúde na doença e na assistência é muito ruim disse o ortopedista”. Conformeexplicou, a SBOT e outras especialidades médicas instituíram comissões para apresentar àComissão de Seguridade Social e Família uma tabela no sentido de tentar enxugar a quantidade de procedimentos existentes.

“A AMB fez um rol de procedimentos onde já está tudo contemplado. Esse rol também pode ser absorvido e estas comissões deverão apresentar num prazo de 30 dias, talvez um pouco mais, uma tabela de procedimentos atualizada”, salientou Sobania.

Após a audiência na Câmara dos Deputados, o Dr. Marcelo Mudo e o Dr. Rodrigo Amaral participaram de outra agenda da SBC em Brasília, no Instituto Brasil de Medicina (IBDM).