Lançamento da Segunda Edição do Manual de Diretrizes de Codificação dos Procedimentos em Cirurgia da Coluna Vertebral

Depois de várias revisões e atuação conjunta dos membros da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), o Manual de Diretrizes de Codificação dos Procedimentos em Cirurgia de Coluna Vertebral ganhou uma nova edição revisada e atualizada.

A segunda edição traz a inclusão dos Dispositivos Médicos Implantáveis (DMIs).

Em parceria com a AMB, os manuais serão publicados no portal da entidade (www.amb.org.br).

SBN e SBC incluem novos códigos na CBHPM

A Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) após um longo processo para organizar a solicitação de inclusão de novos códigos na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), conquistaram um resultado positivo: foram incluídos dez novos códigos de neurocirurgia e cirurgia da coluna vertebral.

A divulgação foi anunciada na reunião que aconteceu no dia 18/07/18, na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo, presidida pela Dra. Miyuki Goto (AMB). O encontro contou com a participação do diretor de Defesa Profissional da SBN, Dr. Wuilker Knoner Campos, além de representantes das operadoras de saúde e demais especialidades, que também reivindicavam a inclusão de novos códigos.

A diretoria de defesa profissional da SBN realizou a sustentação oral para incorporação de oito novos códigos pela SBN/SBC, para a CBHPM. Também foram incluídos dois novos códigos solicitados pela Academia Brasileira de Neurologia.

Os novos códigos que serão incorporados na CBHPM são:

  1. Osteoplastia vertebral por vertebroplastia (desmembrada originalmente do código 4.08.14.09-2) – Porte 8C
  2. Osteoplastia vertebral por cifoplastia (idem) – Porte 8C
  3. Discectomia percutânea mecânica (idem) – Porte 9ª
  4. Discectomia percutânea endoscópica (idem) – Porte 9ª
  5. Artroplastia de coluna vertebral – Porte 11ª
  6. Localização estereotáxica de lesões/estruturas de crânio por neuronavegação com intervenção – Porte 10ª
  7. Localização estereotáxica de lesões/estruturas de coluna vertebral por neuronavegação com intervenção – Porte 10ª
  8. Programação de dispositivo neurofuncional – Porte 4C
  9. ANA – Avaliação Neurológica Global – 4C
  10. Tap Test – 5C

Apesar das conquistas, foram solicitados outros novos códigos a serem incorporados à CBHPM, além dos supracitados. Conforme as entidades, devido ao pouco tempo da reunião e, em respeito às demais especialidades solicitantes, as solicitações foram transferidas para outra oportunidade.
A nova codificação entrará em vigor após a AMB homologar em documento oficial, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

Na opinião do Dr. Wuilker, não podemos nos dar o luxo de descansar. “A próxima tarefa, agora bem mais trabalhosa, ocorrerá em meados de setembro, quando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deverá abrir seu formulário para incorporação de códigos CBHPM para o Rol da ANS”, enfatizou.

Confira na última edição do Informativo SBC

Edward Benzel fala sobre o futuro da cirurgia da coluna e como será sua apresentação no XXXII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia, em setembro, em Porto Alegre.

Programa da Coluna no CBOT 50 na edição histórica do maior evento da ortopedia brasileira.

Opinião médica mediante juntas de arbitramento nas regras de compliance.

Atuação da Comissão de Capacitação Profissional, Comissão de Educação Continuada e Comissão de Campanhas.

E-mais: editorial, opinião, artigo, caso clínico e resenhas.

Mielopatia Espondilótica Cervical: Versão brasileira da Escala de JOA é validada

A mielopatia Espondilótica Cervical (MEC), também conhecida como mielopatia cervical degenerativa ou compressiva é uma doença progressiva e uma causa comum de disfunção medular em adultos no mundo. Sua prevalência vem aumentando devido ao envelhecimento populacional.

A avaliação objetiva do comprometimento neurológico da MEC é uma tarefa desafiadora e feita de diferentes modos no mundo inteiro. A escala da Associação Ortopédica Japonesa (JOA) foi desenvolvida em 1975 e, após sua tradução para o inglês pelo neurocirurgião Edward Benzel, se tornou a mais utilizada ferramenta de avaliação da MEC. No entanto, sua utilização no Brasil se fazia por extrapolação e tradução literal para o português sem uma validação metodologicamente comprovada e testada.

Foi feito um esforço para tradução, adaptação e validação da escala de JOA para a língua portuguesa. Após tradução e adaptação transcultural da escala seguindo método específico, trinta pacientes com MEC e trinta pacientes sem a doença (controles) foram avaliados para validação. O resultado é uma nova escala totalmente traduzida para o português e prontamente aplicável na avaliação e quantificação do comprometimento neurológico na MEC.

O trabalho na íntegra foi publicado pela renomada revista World Neurosurgery no volume de junho de 2018 e já está disponível na base de dados Pubmed para consulta da comunidade científica, podendo ser acessado clicando aqui.

4º Curso Teórico de Aperfeiçoamento em Cirurgia da Coluna Vertebral

Segundo módulo do Curso Teórico foi sucesso de participação em BH

Dr. Leonardo Silluzio e a palestrante Dra. Luciene Mota.

A Sociedade Brasileira de Coluna em conjunto com uma Regional Minas Gerais, sob a coordenação do Dr. Leonardo Silluzio, realizada no dia 28 de junho, em Belo Horizonte, das 18h30min às 22h, no segundo módulo do 4º Curso Teórico de Aperfeiçoamento em Cirurgia da Coluna Vertebral, elaborado pela Comissão de Educação Continuada da SBC ( CEC ).

O tema “Tumores e Infecções na Coluna Vertebral”, foi ministrado em seis aulas por palestrantes convidados: Luciene Mota, radiologista médica (Reconhecendo as Tumores e a Resposta na Análoga com a imagem); Bruno Fontes, médico ortopedista (Tumores primários da coluna vertebral); Christiano Simões, médico ortopedista (Manejo do paciente com metástase na coluna vertebral); Rafael Duarte, médico ortopedista (Abordagem cirúrgica do paciente com tumor na coluna: paliativa x curativa); Rodrigo D’Alessandro, médico ortopedista (Tuberculose na coluna: diagnóstico e de tratamento); Paulo Henrique Lemos, médico ortopedista (Infecções piogênicas da coluna vertebral).

O Curso contou com a presença de membros titulares da SBC e de médicos estagiários dos Serviços de Cirurgia de Coluna de Belo Horizonte, que lotaram uma sala na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG). Pela web, a escola também foi positiva, com troca de informações e discussão sobre os tópicos apresentados no módulo.

Membros da SBC e residentes prestigiaram as aulas do Segundo Módulo.

As aulas dos módulos podem ser acessadas pelo link https://www.reuniaocientifica.com.br/sbc2018, com transmissão on-line para os sócios da SBC e médicos residentes.

O terceiro módulo está agendado para o dia 30 de agosto, em Recife.